Nossa premissa é que todos aprendem, mas nem sempre da mesma forma. Assim, tratamos diferença como diferença e não como deficiência, distúrbio ou desordem. Acreditamos que existem várias maneiras de fazer matemática, e precisamos de um currículo que reflita isso. Isto é, a matemática escolar deve proporcionar uma variedade de experiências - visuais, sonoras, táteis, ... - associadas aos objetos de estudo.

Neste caminho, muitos foram os parceiros e colaboradores. Agradecemos em especial o apoio recebido da Fundação de Auxílio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES) no desenvolvimento de nossos projetos.

Começamos a trilha Rumo à Educação Matemática Inclusiva em 2002. Inicialmente, nossas pesquisas foram direcionadas a práticas matemáticas de aprendizes cegos e com baixa visão. Aos poucos o grupo foi crescendo, e com ele, a diversidade de aprendizes com os quais trabalhamos. Hoje nossas pesquisas são dirigidas a aprendizes cegos, aprendizes surdos e aprendizes que enfrentam outros desafios de natureza física e cognitiva.

Nosso trabalho envolve uma abordagem colaborativa na qual pesquisadores, professores e aprendizes buscam caminhos para oferecer uma matemática escolar que respeite as particularidades de cada aprendiz. Para nós, Educação Matemática Inclusiva não se reduz a discussões sobre escola especial ou escola regular, mas nos desafia a criar uma matemática na qual todos os aprendizes queiram ser incluídos.